Atividade continua em alta na indústria gaúcha, mas otimismo entre empresários diminui

A pesquisa Sondagem Industrial, divulgada nessa quarta-feira (24) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), mostra uma nova expansão da indústria em fevereiro, com crescimento da produção e do emprego, além de estoques ajustados. Cenário insuficiente, contudo, para melhorar as expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Pelo contrário, ficaram menos otimistas, e a intenção de investir diminuiu. “A indústria passa por mais um momento de incerteza com o recrudescimento da Covid-19 e mais medidas restritivas de funcionamento, especialmente para o comércio. O empresário contrata, planeja ampliar a produção e investir, mas com o fechamento do comércio precisa de um novo planejamento”, diz o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Os indicadores variam de zero a 100 pontos, com exceção da UCI- utilização da capacidade instalada, que varia de 0 a 100%.

Ao atingir 51,9 pontos em fevereiro e permanecer ainda acima de 50, o índice de produção aponta para crescimento em relação ao mês anterior. Desde maio de 2020, apenas no mês de dezembro a produção caiu. Com a expansão sistemática da produção, o emprego (55,1 pontos) registrou a oitava alta consecutiva. A indústria gaúcha ocupou 74% de sua capacidade instalada em fevereiro, o mesmo nível de janeiro, mas acima da ocupação histórica de 69,9% do mês. Na visão dos empresários gaúchos, porém, o nível de utilização da capacidade instalada ficou dentro do normal para o mês de fevereiro, com o índice em relação à usual em 50,1 pontos. A indústria gaúcha operava acima dos patamares usuais desde setembro do ano passado.

Após oito meses de quedas, os estoques de produtos finais voltaram a crescer em fevereiro, com o índice de evolução mensal em 51,6 pontos. Dessa forma, a indústria conseguiu ajustar seus estoques no Rio Grande do Sul após nove meses abaixo do desejado. O índice de estoques em relação ao planejado de fevereiro ficou em 49,8 pontos. Muito próximo de 50, revela estoques no nível planejado pelas empresas, apesar das dificuldades com os insumos e as matérias-primas.

EXPECTATIVAS – Mesmo sinalizando crescimento para os próximos seis meses, os indicadores de expectativas recuaram na pesquisa realizada entre 1º e 10 de março com 184 empresas, sendo 35 pequenas, 57 médias e 92 grandes, relativamente a fevereiro. A demanda caiu 4,5 pontos, para 55,7, e exportações, 3,5 (para 52). Já em emprego a queda foi de 4,8 pontos, para 53,1, enquanto compras de matérias­primas, de quatro pontos (55,4). Com todos os índices acima de 50, revelam otimismo, mas a queda aponta que ele ficou menor e menos disseminado entre os empresários. Com isso, o índice de intenção de investimentos caiu 3,4 pontos entre fevereiro e março. Atingiu 57,4 , patamar ainda elevado dada a média de 49,6 pontos do indicador. Em março, 65,8% das empresas estão dispostas a investir. Eram 69% em fevereiro.

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