Em momento de crise, Sebrae auxilia empreendedores da região

A pandemia do novo coronavírus tem provocado impactos significativos à economia, com a queda no volume de vendas e incerteza do mercado financeiro. A crise acarreta em prejuízos também aos pequenos negócios. Por isso, desde o início do processo de implementação das medidas de prevenção à Covid-19, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) tem realizado uma série de articulações para minimizar os impactos.

Inicialmente, em março, a Superintendência do Estado do Rio Grande do Sul do Sebrae encaminhou às prefeituras municipais uma carta com sugestões de flexibilizações nos prazos de pagamentos de taxas e impostos ligados ao poder público, para postergá-las, ao menos, por 90 dias, no intuito que as micro e pequenas empresas criassem fôlego durante o período.

Outra forma de atuação que o Sebrae adotou foi a ampliação dos atendimentos aos micro e pequenos negócios através dos analistas de atendimento ao cliente, no sentindo de prestar orientações e consultorias para que os empreendedores possam tomar as melhores decisões neste momento. Atualmente, na Zona Sul, são atendidas cerca de três mil empresas.

Em abril, para ajudar no financiamento de capital de giro para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas, o Sebrae e a Caixa Econômica Federal anunciaram uma linha de crédito de R$ 7,5 bilhões. A linha especial é disponibilizada pela Caixa e garantida pelo Sebrae por meio do Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

Além disso, no mesmo mês, foi iniciada uma pesquisa para realizar o mapeamento de grau de impacto da crise econômica, que será fechada nos próximos dias. Porém, do dia 10 a 19 de maio, ocorreu o levantamento da sexta semana, apresentando a queda de três pontos percentuais no índice de empresas que estão sendo afetadas negativamente. A manutenção do dado mostrou que a reabertura do comércio afetou em 20% os negócios de modo positivo. Com isso, o setor do agronegócio apresentou índices positivos de 40%, seguidos da indústria com 17% e do comércio com 8%.

Foram entrevistados cerca de 1,1 mil empreendedores, mostrando que houve um aumento de faturamento nos setores de agronegócio (20%), indústria (19%) e comércio (12%). Para 46% deles, este acréscimo está concentrado na faixa de 6% a 20%.

Também, o Sebrae começará um programa de auxílio emergencial às empresas, promovendo dois planos de consultorias remotas.

O primeiro plano prevê uma consultoria de gerenciamento de crise, somada a uma consultoria de fluxo de caixa ou de remodelagem de negócio. Ainda, cerca de oito profissionais irão tratar sobre os impactos no cenário econômico. Já o segundo refere-se ao design nas plataformas digitais, acompanhada de uma consultoria de coaching para as empresas se posicionarem.

De acordo com o gerente da Regional Sul do Sebrae, Ciro Ricardo Vives, os dois planos serão subsidiados pela instituição em 90%. “Estamos nos colocando muito ao lado das empresas. É praticamente uma participação simbólica da empresa que pode ser parcelada em quatro vezes, a partir de agosto. É um programa bem forte para efetivamente ajudar as empresas”, afirmou.

Dicas de gestão para negócios enfrentarem crise do coronavírus
O Sebrae disponibiliza em seu site (sebraers.com.br) diversas informações sobre negócios, principalmente quais medidas os empreendedores devem tomar para evitar prejuízos e garantir sobrevivência do negócio. Dentre essas, estão as dicas de gestão. Confira abaixo.

1. Presença digital
Os empreendedores podem escolher a melhor ferramenta, seja redes sociais ou plataformas de venda, para atender seus clientes.
2. Serviço de delivery
Invista no serviço de entrega. Caso já possua, aperfeiçoe a logística e intensifique a divulgação. Canais como telefone, WhatsApp ou aplicativos de entrega ajudam a aumentar o volume de vendas.
3. Qualidade do serviço
A satisfação completa dos clientes precisa ser o foco das empresas a qualquer momento, mesmo em meio à crise.
Mantenha a qualidade da oferta dos seus produtos ou serviços e supere as expectativas do seu consumidor.
4. Home office
Caso os colaboradores possam exercer suas atividades de casa, essa é a recomendação das autoridades de saúde. Substitua as reuniões físicas por reuniões digitais.
5. Férias
Antecipe as férias de funcionários que estão a vencer. As férias coletivas também podem ser realizadas, dependendo da realidade e necessidade do negócio.
6. Reduza custos
Em meio ao momento de instabilidade, é fundamental que o empreendedor analise os custos do seu negócio e avalie quais são imprescindíveis para a manutenção das operações. Se possível, reduza os gastos nesse momento.
7. Economize recursos
Tome medidas que garantam a redução de recursos e gerem economia para a empresa. Despesas mensais, como contas de água, energia e insumos, devem ser examinadas.
É importante manter os colaboradores cientes e envolvidos nos processos. Eles são as pessoas que fazem o negócio ter sucesso.
8. Fracione compras
Evite realizar grandes processos de compras e opte por fragmentar os pedidos. Considere o que acontece hoje, mas não ignore as projeções futuras. É necessário que a sua empresa esteja adequada ao cenário de crise.
9. Se necessário, negocie
Com a crise instalada, a queda do faturamento pode gerar dificuldades de caixa. Para cumprir prazos com fornecedores, negocie.
Um bom acordo garante fôlego para que a empresa consiga manter os pagamentos em dia e conserve a saúde financeira do negócio.

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