Estelionatário que concorreu a vereador em Pelotas pagou R$140 mil em joias com cheque sem fundo

A Polícia Civil, a partir de trabalho do Setor do Investigação da 1ª Delegacia de Polícia Distrital de Pelotas, realizou uma ação em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Os agentes foram ao Estado vizinho para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados a um golpista, que adquiriu com cheque sem fundos, cerca de R$140 mil em joias para revenda.

Foram apreendidas, joias, bijuterias, contratos e cheques devolvidos por instituições financeiras.

“Como todo estelionatário, o alvo da nossa ação no município catarinense alegou que tudo passava de um desacordo comercial. Entretanto, ao analisar o histórico do suspeito identificamos um modus operandi de diversos golpes nos mais variados ramos, inclusive imobiliário e de veículos. Falamos com outras vítimas e todas disseram que ele jamais quitou suas dívidas, o que caracteriza o histórico de má-fé para obter vantagens”, informou o delegado Gustavo Pereira, titular da 1ª DP.

O alvo da ação em Santa Catarina já foi candidato a vereador em Pelotas. Pelas redes sociais se apresenta como consultor de negócios. Os mandados de busca foram realizados em quatro endereços, sendo três apartamentos e uma estética, onde trabalha a esposa do investigado.

“Já em Camboriú nossa equipe identificou uma nova vítima em um dos endereços alvo. O estelionatário fechou contrato com uma imobiliária local, entretanto como não cumpriu com suas obrigações, acabou sendo despejado”, afirmou o Delegado.

O material apreendido em Santa Catarina agora será apresentado à vítima, que alega um prejuízo de R$ 140 mil, para o devido reconhecimento.

A autoridade policial não descarta a participação da esposa e da filha do estelionatário na aplicação de golpes. “O conteúdo probatório é bastante vasto. Agora, analisaremos o material apreendido, em especial o conteúdo documental, para encaminhar o procedimento ao Poder Judiciário. Há documentação, inclusive, que pode subsidiar investigações antigas em que ele também era investigado”, destacou Gustavo Pereira.

A pena para o crime de estelionato comum é de um a cinco anos.

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