Jaguarão é elogiada no combate à pandemia do coronavirus

O prefeito de Jaguarão, Favio Telis (MDB), comemora os resultados e a repercussão positiva da suas decisões e do trabalho coeso de toda a equipe que “enfrenta” a pandemia da Covid-19. Publicação do jornalista Dante Efrom (ex GZH, Correio do Povo, entre outros) destaca Jaguarão entre as cidades que melhor vem atuando na prevenção e nos cuidados com seus moradores.

Nem Rede Globo, nem políticos, nem STF, nem Ministério Público, nem jornais: ninguém deveria interferir no assunto. Deixem a questão de definição do tratamento contra o vírus para quem é do ramo. Deixem o assunto para os profissionais médicos que  trabalham na linha de frente, atendendo o público, nas políticas de Saúde. Eles é que devem decidir o que é melhor para os pacientes. Isso não é assunto para militantes covidófilos, muito menos  para políticos que querem, num momento grave como este, fazer política na Saúde.

Mirem-se no exemplo da histórica Jaguarão, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Fundada em 1855 e com população atual de 28.230 habitantes, IDH 0,764,  Jaguarão adotou tratamento precoce contra Covid-19 já em 17 de julho de 2020. Através do Decreto n.º 153, baixado pelo prefeito Favio Marcel Telis Gonzalez, um médico, instituiu na rede pública de atendimento,  nas unidades básicas, pronto atendimento, ambulatórios, hospitais e até no programa de Estratégia de Saúde da Família, ESF, um protocolo de atendimento precoce nos casos de suspeita de contaminação pelo vírus da China, como forma de tentar minimizar os riscos de agravamento da doença.

Os resultados apontam que a estratégia foi acertada. Jaguarão, passado todo esse tempo, teve apenas 5 óbitos/Covid, o que representa, proporcionalmente, 177 óbitos por milhão. Enquanto isso, vejamos os números de São Leopoldo, por exemplo, com IDH semelhante, 0,747. Em São Leopoldo, onde o prefeito é Ary José Vanazzi, do PT, um partido que se notabilizou  pelo combate ferrenho ao tratamento precoce, apresenta  853 óbitos por milhão. Quase cinco vezes mais. Os números são impressionantes. Não há dúvida: o resultado é arrasadoramente em favor da competente política de saúde pública adotada em Jaguarão, RS.

De acordo com o Decreto Municipal n.º 153, que instituiu o tratamento precoce aos pacientes no município de Jaguarão, os medicamentos usados são:  Cloroquina, Hidroxicloroquina, Azitromicina, Ivermectina, zinco, vitamina D, vitamina C e sintomáticos. No texto do decreto é citado um trecho do Código de Ética Médica que bem define a questão. Pode ser a grande pedra de toque para explicar, igualmente, o bom desempenho  alcançado por Jaguarão no enfrentamento à doença: quem deve decidir o tratamento é o médico.

─ “O médico não pode, em nenhuma circunstância ou sob nenhum pretexto, renunciar à sua liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficiência e a correção do seu trabalho. […] No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com os seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequados ao caso e cientificamente reconhecidas.”

No Parecer n.º 4/2020 o Conselho Federal de Medicina,  CFM, já havia declarado expressamente que, diante da excepcionalidade da situação “… não cometerá infração ética o médico que utilizar cloroquina ou hidroxicloroquina em pacientes portadores de Covid-19”. Assim, não queiramos influir em tratamentos, na autonomia dos médicos e na sagrada relação médico-paciente.

Eles é que devem decidir. Isso é a chave para se alcançar bom resultado no processo de tratamento.

Fotografia: Lino Marques Cardoso. Jaguarão, RS.

Fonte: Na Hora do Cafezinho

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