Ministério Público recorre de decisão que negou prisão de homem que matou cachorro em Rio Grande

O MP (Ministério Público) recorreu, no início da noite de segunda-feira (24), da decisão da Justiça que indeferiu o pedido de prisão preventiva do autor das agressões praticadas contra o cão Costela, que resultaram na morte do animal em Rio Grande, no Litoral Sul do RS.

A denúncia foi ajuizada na última sexta-feira (21) pela promotora Camile Balzano de Mattos e recebida pela 2ª Vara Criminal de Rio Grande, onde passou a tramitar o processo. De acordo com ela, as peças que instruem o inquérito policial não deixam dúvidas a respeito da materialidade e dos indícios da autoria do crime, destacando as imagens das câmeras de segurança e o próprio depoimento do acusado.

A promotora recorreu da decisão que indeferiu a prisão levando em conta o fato de que, ainda que o acusado não possua antecedentes, “as imagens das câmeras de segurança, que o mostram desferindo diversos golpes na cabeça do animal até matá-lo, de forma extremamente cruel, demonstram, de forma inequívoca, sua periculosidade e seu descontrole diante de uma situação que o incomodava, sendo necessária a decretação de sua prisão preventiva como forma de garantia da ordem pública, a fim de evitar a reiteração da conduta”.

O autor das agressões é servidor da prefeitura do município. Ele foi afastado das suas funções após o crime. Em depoimento, o homem afirmou que estava se defendendo de um ataque do animal. Testemunhas dizem que o cachorro era dócil.

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