Previsão aponta chuvas e frio

O Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPMET) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) está elaborando boletins especiais semanais de previsão meteorológica em função da pandemia do Coronavírus. A análise lançada nesta segunda-feira (17) indica o retorno das chuvas no RS e frio.

De acordo com o boletim, até quinta-feira (20) haverá muita variação de nuvens com períodos totalmente cobertos e outros parcialmente nublados devido à circulação de ventos de sul e sudeste onde o ar úmido oriundo do oceano Atlântico é transportado para o estado. As áreas mais afetadas serão as áreas litorâneas e a metade leste do estado, incluindo as regiões de Pelotas, capital e serra. Nas áreas de oeste, o sol terá predomínio neste período. Pela manhã ainda ocorrem muitos nevoeiros devido à presença de umidade e a perda radiativa no período noturno.

As chuvas retornam ao estado a partir de sexta-feira quando instabilidades de oeste e uma nova frente fria oriunda do Uruguai e Argentina avançam sobre o sul do Brasil. Entre sexta-feira e sábado os volumes podem ser relativamente elevados em alguns pontos com tempestades e descargas elétricas.

A partir de domingo o frio se intensifica e as temperaturas mínimas devem alcançar os 5 ˚C na maioria do estado e próximas a zero grau nas regiões de encosta e montanhas. Devido a umidade e a queda de temperatura, nevoeiros deverão ocorrer no final de semana após as chuvas, principalmente à noite e amanhecer.

PREVISÕES E ANÁLISES

O boletim tem, ainda, a tendência para a última semana de maio que deve continuar fria com temperaturas mínimas abaixo de 5˚C nas áreas mais frias e máximas não superiores a 20˚C. No meio da semana, instabilidades podem gerar tempestades, especialmente na metade norte e oeste do RS. Após as chuvas, uma nova massa de ar frio deve deixar o estado com temperaturas abaixo de zero no decorrer da semana. É necessário o acompanhamento mais próximo para a confirmação e o detalhamento das previsões.

A previsão climática para o trimestre maio-junho-julho é de chuvas entre abaixo e na média nos próximos meses. O mês de maio segue com baixos volumes de precipitação decorrente da frente fria do dia 3 e nas áreas litorâneas somam-se às chuvas devido à circulação marítima. Na estação do Campus Capão do Leão/Embrapa o acumulado de maio até o dia 16/05 foi de 17 mm (Figura 1), enquanto que a média é de 123 mm. As projeções climáticas indicam para os meses de maio, junho e julho um volume de chuvas abaixo da média e com períodos secos relativamente longos. As frentes frias de inverno irão amenizar os períodos de chuva e trazer precipitações.

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