Ricardo Fonseca termina mandato de 9 anos pelo Xavante

Na Rádio Conexão Xavante, o presidente Ricardo Fonseca concedeu uma de suas últimas entrevistas como gestor do Brasil. Chegou à presidência em novembro de 2011 e, nove anos depois, debruçou-se sobre a trajetória marcada por acesso estadual, históricos e emocionantes acessos nacionais e a permanência do clube em uma estante entre as 40 agremiações do país. O repórter Cesar Porto conduziu a conversa.

A lembrança do começo com o esporte, quando Ricardinho era apoiador do Futsal da Universidade Católica e acabou apoiando a AABB e a mudança para Brasil Futsal na Série Prata. “Foram anos dentro do Futsal, que era importante. Após o acidente com o Brasil (2009), estive mais próximo do clube no Futebol. Estive na direção já em 2010, convidado a ser vice-presidente, com o presidente Helder”, relembrou Fonseca. “A Divisão de Acesso era a caravana da miséria: sem apoio, sem publicidade.”

Apesar da realidade complicada do clube na segunda divisão gaúcha, Ricardo lembrou que o Xavante chegou à Copa do Brasil pela primeira vez através da Copa RS, quando foi vice contra o Juventude em 2012. Participou contra o Athletico (então Atlético) Paranaense em 2013. Ali iniciava uma trajetória nacional.

Ainda naquele ano, a disputa da Divisão de Acesso derradeira, em que o time subiu e começava a formar laços, com Luiz Müller, Wender, Leandro Leite, Gustavo Papa e outros. “A gente quis formar uma equipe de primeira divisão ainda na segunda. Conquistamos aquele grande objetivo do acesso”.

“A ideia de ter o Rogério Zimmermann foi porque ele já tinha um bom trabalho aqui em 2004-2005, além do ótimo trabalho que recém havia feito na Ulbra, com uma grande recuperação do time de Canoas. Precisávamos de uma sacudida, da identidade dele no clube e deu certo. Deu muito certo”, sorriu. O resto todos sabem: foi história. Aquele acesso estadual com título e subida da Série D até a Série B do Brasileiro.

Foi um trabalho de manter a base do time profissional e o comando técnico com Rogério Zimmermann, um administrador importante. Ricardo lembrou as dificuldades financeiras na época, quando havia enxugamento da folha salarial no período do Gauchão. Enquanto a bola não rolava, o salário dos jogadores era reduzido drasticamente, mas o grupo abraçou essa ideia para o melhor do clube.

Ricardinho citou o episódio da Copa do Brasil contra o Flamengo em 2015. Uma parte da arquibancada cedeu e ali começava outro capítulo na história xavante: a remodelação do estádio Bento Freitas. “Algo que não é fácil, grandes clubes não conseguiram fazer futebol e obra ao mesmo tempo. Corinthians, Internacional, Palmeiras… jogamos o início daquela Série C fora, mas depois voltamos ao Bento Freitas.” Era a luta de adequar e readequar o estádio para poder receber o torcedor, com as normas de segurança e obedecendo aos protocolos das competições.

Cesar Porto considerou esse começo de trajetória nacional como uma corrida constante para apagar incêndios: “Era sempre, sempre” – afirma Fonseca. O esquema era antecipar as verbas de Campeonato Gaúcho para quitar a Série B e antecipar as verbas da Série B para formar o time em disputa. Com isso, o Brasil conviveu com atrasos salariais em grande parte da gestão. Um desafio adiante é para o clube avançar na arrecadação de receita. O último ano, 2020, com a pandemia, foi letal para vários clubes. No Brasil, novamente muitos atrasos. É preciso capitanear novamente com o sócio-torcedor, buscar alternativas e ampliar os patrocínios. Nilton Pinheiro e a nova gestão terão essa árdua batalha.

Na próxima edição, mais histórias de bastidores com Ricardo Fonseca e a trajetória de nove anos à frente do Grêmio Esportivo Brasil. A entrevista completa com Ricardinho está na página da Conexão Xavante no Facebook.

Por: Henrique König

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